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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Resumo do texto: Existem boas formas de explorar a literatura na escola?

As afirmações da questão 9 (Atividade 3) do TP6 apresentam práticas de estímulo à leitura bastante equivocadas e apenas duas afirmativas são coerentes para o trabalho com leitura em sala de aula. Muitos educadores obrigam seus alunos a lerem uma mesma obra e essa leitura na maioria das vezes não é realizada, pois os alunos decidem conversar com os que leram o livro para fazer o teste e até conseguem livrar-se de uma nota ruim.

Será que a imposição é um bom caminho para se pensar a leitura como valor? Ler um livro por obrigação ou para aquisição de uma nota não possibilita ao aluno uma leitura prazerosa, de crescimento, mas, sim uma leitura imposta que fica só ali e o aluno não carrega nada para sua vida. Ler é, sim, um esforço, e, para valer à pena, é preciso que essa leitura tenha relação com nossos interesses, nossas questões e necessidades maiores. Dessa forma, experimentamos prazer ao ler, obras longas, difíceis, porque o que estamos lendo significa algo para nós.

É comum também que o livro de literatura seja imposto para a turma toda estudar determinado assunto de outra disciplina, menos literatura. Como ocorre em Língua Portuguesa, trechos literários são usados para ensinar ortografia, pontuação, classes gramaticais entre outras coisas mais e a literatura torna-se um instrumento de informação, pura e simples. Jogar a literatura para campo instrucional pode tirar dela o poder da fantasia e do jogo, que alimentam outra parte importante de nossa vida.

Ao propor uma leitura literária, é fundamental que o literário seja o prioritário, e que o informativo emerja da construção artística, e não o contrário. Até agora foi abordado o que parece inadequado no desenvolvimento da leitura literária: a imposição não funciona, a obra única fere o princípio de atendimento das preferências pessoais e de conhecimento prévio, a avaliação por meio de provas não prova. Devemos nos empenhar em mostrar a relevância de descartar práticas que costumam criar aversões.

Vamos pensar agora, em experiências que reconhecidamente dão certo, para a maioria das situações e que permitem muitas variações, mantendo os princípios mais importantes.

1- Como fazer a escolha de títulos?

A- Selecione livros bem diferentes, em gênero, em dificuldade, no tratamento da história (com humor, com poesia, por exemplo). Apresente a seus alunos obras daquelas várias tendências apresentadas na seção2.

B- Proponha que cada um escolha o título que mais lhe interessa e que leve para ler “em casa”.Será ótimo se os livros forem da biblioteca e eles puderem levá-los já para casa. Se tiverem de ser comprados, enquanto eles não chegam, mantenha sempre uma conversa sobre os livros, use textos deles.

2- Que fazer, enquanto os alunos estão lendo?

A- Inicialmente, tenha todos os dias alguns minutos para uma roda de leitura, em que cada um vai falar sobre seu livro. Você pode fazer grupos de discussão entre os que estão lendo a mesma obra. Acompanhe essas discussões dos grupos. Ajude no debate criando perguntas estimuladoras.

B- Conforme o andamento da leitura, deixe à disposição dos alunos o espaço de um painel, de um quadro, para eles escreverem, se quiserem, algo sobre o livro.

C- Conforme o envolvimento com o assunto da obra, eles podem interessar-se por desenvolver alguma outra experiência: passar a história para quadrinhos, dramatizar, fazer uma pesquisa ou entrevista sobre uma questão do livro, escrever ao autor, etc.

D- Os alunos têm prazer em apresentar para os outros os resultados de um trabalho. Discuta com eles formas, local e data de apresentar aos colegas o seu trabalho.

E- Depois das apresentações, avalie o trabalho com o grupo e com a turma toda.

3- Como avaliar a leitura dos alunos?

Se avaliação na escola é uma dificuldade, no trabalho com arte e, portanto, com a literatura, ela é um ponto crítico. Cada vez mais, os teóricos e pedagogos insistem num ponto fundamental: nossa avaliação não pode ser apenas somativa, mas também formativa, uma avaliação em processo. Na avaliação com leitura, menos do que “medir” o conhecimento dos alunos, ela deve ajudar-nos a ver com clareza se nossos objetivos estão sendo atingidos, se nossos métodos e estratégias estão aproximando os alunos da leitura. Ela dá pistas para o redimensionamento do nosso trabalho. Basta que queiramos enxergar não simplesmente as dificuldades dos alunos, mas as nossas também, na busca para superar os problemas deles.

Na realidade , todas as atividades de acompanhamento dos alunos foram uma avaliação não só da turma, mas da atuação do próprio professor e das condições da leitura. Dessa forma, o foco deixa de ser a atribuição de um a nota, ou de um conceito a cada estudante, e passa a ser também uma análise das condições de aprendizagem que o professor e escola oferecem aos alunos.

Essa avaliação deve ser explicitada sempre aos alunos. Comece fazendo a eles indagações que ajudem o próprio grupo a se auto-avaliar, a perceber pontos altos e baixos da atividade, ou de seu envolvimento com a leitura. Não é adequado você observar o trabalho e não dizer nada, ou só encontrar falhas, ou só elogiar (a menos que só mereçam elogios). Vá além do “Muito Bem” ou do “Precisa melhorar”. Explicitando suas opiniões, vai favorecer o crescimento do grupo.

Resumo: A literatura no Ensino Médio: quais os desafios do professor?(Texto de Ivanda Martins)

A grande maioria dos professores já devem ter se questionado de como trabalhar a literatura em sala de aula. E a resposta para essa pergunta não é tarefa fácil, a leitura de obras literárias nem sempre ocorre pelos estudantes. Já que hoje, a internet é um veículo que concorre com a leitura literária. A literatura sofre um processo de escolarização, pois o texto literário é utilizado nas escolas como pretexto para o ensino de noções gramaticais. No Ensino Médio, a sistematização de certos conceitos específicos da teoria e crítica literárias precisa alcançar maior profundidade. A carência de noções teóricas e a escassez de práticas de leituras literárias são fatores que contribuem para que o aluno encare a literatura como algo complexo demais.
A Leitura da Literatura está relacionada à compreensão do texto e o Ensino da Literatura é o estudo da obra literária, visando sua organização estética. Tanto a Leitura quanto o ensino da Literatura estão interligados e a escola parece dissociar esses dois níveis, desvinculando o prazer de ler o texto literário do reconhecimento das singularidades estéticas da obra. Eles devem estar presentes no contexto escolar, de modo articulado, pois são dois níveis dialogicamente relacionados.
O professor deve confrontar o aluno com a diversidade de leituras do texto literário, para que o mesmo reconheça que o sentido não está no texto, mas é construído pelos leitores na interação com textos. Partindo dessa interação do aluno com textos que o estudo da literatura torna-se significativo. A literatura não pode ser compreendida como objeto isolado, sem as interferências do leitor, sem o conhecimento das condições de produção/recepção em que o texto foi produzido, sem as contribuições das diversas disciplinas que perpassam o ato da leitura literária, inter/ multi/ transdisciplinar que envolve e correlaciona outras áreas do conhecimento( história, filosofia, geografia, etc.) ainda precisa ser mais difundida no espaço escolar. Abordar a literatura, visando as noções de intertextualidade, interdisciplinaridade, transversalidade e intersemiose é, sem dúvida, uma premissa fundamental para que o aluno desenvolva uma compreensão mais crítica do fenômeno literário, sendo este inserido nas práticas sociais e culturais.
Atualmente a escolarização da leitura literária é um tema muito debatido, por diversos autores. Ela é classificada em escolarização adequada, que conduz eficazmente às práticas de leitura presentes no contexto social e em escolarização inadequada, que resiste a aversão dos alunos aos livros e distancia-se das práticas sociais de leitura. Numa escolarização inadequada, observa-se a ausência de uma proposta de ensino interdisciplinar, fator que contribui para o estudo do texto literário como elemento isolado das demais disciplinas, pois o aluno percebe a integração entre a literatura e as demais áreas do conhecimento.
A literatura é também utilizada como fenômeno decorativo e belo, valorizando-se mais as obras clássicas, esquecendo da riqueza presente nas obras contemporâneas. Com isso, é imprescindível que o professor reavalie suas leituras e leve a produção de autores comtemporâneos para a sala de aula, fazendo uma abordagem diacrônica( resgatando obras do passado) e sincrônica( analisando obras do presente) considerando suas manifestações culturais, a produção e a recepção do objeto literário. Ensinar literatura não é apenas elencar uma série de textos ou autores e classificá-los num determindado período literário, mas sim revelar ao aluno o caráter atemporal, bem como a função simbólica e social da obra literária.Segundo Rösing(1988: 14)" O que vem acontecendo no Brasil é uma prática de ensino da literatura predominantemente empírica, em que é desconsiderada, ou por omissão ou por desconhecimento, a natureza da leitura, da literatura e suas implicações". Nesse sentido, há uma necessidade evidente de reavaliação das metodologias direcionadas ao esino da literatura, visando à busca de alternativas didáticas de ensino-aprendizagem capazes de motivar os alunos à leitura por prazer.
A relação entre literatura e escola apresenta-se, normalmente, marcada por concepções estigmatizadas sobre o fenômeno literário.Sentimos a necessidade de refletir sobre essas noções estereotipadas, verdadeiros mitos que orientam o trabalho com a literatura em sala de aula. O primeiro mito: Literatura é muito difícil, culpa a escola por incentivar apenas a leitura de obras clássicas, pertencentes a contextos espácio-temporais distantes da realidade do aluno. Também cita a questão da superabundância de textos fragmentados presentes no livros didáticos, tornando o ato de ler superficial, onde o aluno não consegue ler as entrelinhas ou para além das linhas e encara o texto literário como algo complexo, difícil de ser compreendido. O segundo mito: É preciso ler obras literárias para escrever bem, reflete que a leitura e a escrita mantêm relação diálogica, na medida em que autores-textos-leitores interagem no processo de produção e recepção dos textos que circulam dentro e fora da escola. Isso implica dizer que o papel do autor pressupõe a atividade cooperativa do leitor, sem a qual a reconstrução da significação textual não ocorreria como processo de co-enunciação. Portanto, não se deveria trabalhar a leitura literária apenas com a finalidade de realizar produções textuais, resumos, preenchimento de fichas de leituras e sim realizar atividades voltadas para a leitura, incentivando o aluno a ler sem, necessariamente, ser avaliado, deixando-os livres na escoha de seus próprios textos. Talvez, dessa forma o aluno sinta-se mais motivado à leitura literária. O terceiro mito diz: A linguagem literária é marcada pela especificidade, essa visão da linguagem literária está ainda presente no contexto da sala de aula, em que a obra literária é analisada com base em enfoques formalistas e estruturalistas. As relações entre texto-leitor, texto-contexto muitas vezes não são consideradas como deveriam.
Desse modo, a relação entre linguagem literária e não-literária precisa ser abordada na escola a partir dos pontos de confluência entre a literatura e os discursos que produzimos cotidianamente. Segundo Lajolo (2001:18) o que diferencia o literário do não-literário não está imanente ao texto, mas participa de um processo mais amplo que envolve as condições de produção, recepção e a mediação entre autor-texto-leitor.
As novas tecnologias vêm requerer uma postura diferente em face da literatura. O ensino da literatura, como qualquer outra forma de ensino-aprendizagem, precisa estar atrelado ao contexto dinâmico das novas ferramentas tecnológicas. Com o surgimento da internet, tanto a leitura literária como outras práticas de leitura e de escrita estão assumindo novas funções, ou seja, estamos, aos poucos, ajustando nossas estratégias comunicativas e interativas. Aos textos impressos, somam-se os textos eletrônicos, formados pelas relações intra e intertextuais que exigem um leitor familiarizado com a articulação de diferentes linguagens. O leitor passa a ser um navegador e parece perdido diante do acúmulo de inúmeras informações e da rapidez com que o conhecimento se propaga pela internet. Esse leitor-navegador desenvolve uma leitura superficial pela rapidez de informações disponíveis pelos recursos da era digital e a escola ainda precisa desenvolver estratégias diversificadas, visando à formação desse leitor-navegador que ultrapasse essa superficialidade de leitura. Ao longo do texto, foram citadas várias sugestões metodológicas sobre a literatura em sala de aula como:desmistificar a concepção escolarizada da literatura como fenômeno decorativo, belo; incentivar o trabalho com textos clássicos e contemporâneos; reavaliar o seu trabalho a todo instante entre outros. Essas sugestões servem para refletirmos sobre estratégias capazes de contribuir para o nosso trabalho, enquanto professores de literatura, sempre dispostos a refletir, analisar e reavaliar nossa prática pedagógica direcionada ao texto literário.
Enquanto isso não ocorrer, as aulas de literatura continuarão desinteressantes, devido aos exercícios fragmentados e repetitivos de boa parte dos livros didáticos, à postura tradicional diante o texto literário, à avaliação da leitura literária como forma de punição e não de prazer. Enfim, nós professores devemos reavaliar as concepções de literatura que norteiam nossa prática pedagógica, desconstruindo os mitos que ainda circulam na escola e limitam as relações entre leitor e texto literário em sala de aula

domingo, 14 de março de 2010

Relatório do Avançando na Prática/TP2/Unidade 8/Seção2/Páginas 120 e 121

Essa atividade realizei com as minhas turmas de Língua Portuguesa e o poema: Serão de Junho de Augusto Meyer é bastante interessante para fazer com os alunos um trabalho de interpretação, por meio da leitura em voz alta. Então, preparei os alunos para lerem em voz alta da forma correta e segui as orientações do TP1(Unidade 2). Quando percebi que a grande parte dos alunos estavam seguros, sugeri uma atividade de interpretação do poema e resolvi dividir as turmas em equipes. Cada equipe, com 4 alunos e eles fariam sua interpretação do texto da forma que quisessem. Enquanto as equipes treinavam a pronúncia e decidiam a forma que iriam se apresentar, eu passava de equipe em equipe para orientá-los e prepará-los mais uma vez para essa leitura. Tendo em vista, que fazer leitura de poemas não é algo tão fácil e eles precisam ter a noção de onde devem pausar, suspender a voz para que o texto transmita ao público toda sua riqueza e não torne-se algo tão artificial.
O que os alunos tiveram mais dificuldade foi encontrar a entonação mais adequada para algumas situações do texto e senti a necessidade de auxiliá-los quanto a isso. Percebi que todas as equipes se esforçaram bastante para apresentarem um bom trabalho para a classe e os alunos que ficavam a assistir tornaram-se jurados e comentaristas das apresentações feitas pelos colegas. Em seguida, comentei todos os grupos que se apresentaram e pedi que eles se auto-avaliassem também.
Com essa atividade, mostrei para os meus alunos a importância que devemos dar as atividades orais, pois muitas vezes, preocupamo-nos tanto com a escrita e a oralidade é esquecida. Devemos considerar também o saber ouvir(situações de escuta) e isso implica no desenvolvimento da capacidade de compreender melhor, avaliar e responder corretamente ao que ouvimos. Todos os alunos gostaram bastante de se expressar para o grande grupo, de realizarem a auto-avaliação, apontando suas dificuldades e suas virtudes no trabalho feito. Já realizava atividades assim e percebi que são bastante enriquecedoras, principalmente para os alunos que tem uma certa dificuldade ou medo de se expressa, isso ajuda bastante.

Relatório do Avançando na Prática/TP2/Unidade 6/Seção1/Página51

Após ter explicado nas minhas turmas o que é Frase, quais são osTipos de Frases existentes. Utilizamos também o conto de Stela Maris Rezende: Parceria, para fazer uma leitura e interpretar os sentimentos das personagens, adequando a entonação da fala a cada situação proposta. O Avançando propõe uma atividade realmente excelente, para estimular a oralidade dos alunos. Em seguida, pedi que alguns alunos fizessem uma leitura em voz alta, dramatizando o trecho das duas amigas e o restante da turma ficaram responsáveis por avaliar o trabalho realizado pelos colegas. Depois disso, pedi que pronunciassem o nome de um colega da turma: RAFAEL, indicando na oralidade emoções das mais variadas possíveis e os alunos participaram com muito entusiasmo. Após isso, também avaliamos cada pronúncia dos alunos e se sua expressão estava correta ao que foi pedido antes. Dando continuidade, em uma segunda aula, solicitei no quadro que para cada situação eles indicassem o sinal de pontuação mais adequado a cada caso e demonstrei para a turma que os sinais de pontuação são muito pobres com relação a riqueza da entonação da fala. Fiquei satisfeita com a participação de todos os meus alunos nessa atividade e também por terem gostado da mesma. Além disso, comentei com eles a importância dos sinais de pontuação em um texto, como a vírgula, por exemplo.
No caso dessa aula, nos detemos aos sinais de exclamação, interrogação e reticências que tornaram-se pobres quanto à riqueza da linguagem oral. Enfim, são nessas atividades que percebemos em nossos alunos a capacidade que eles têm de se expressar e mostrar para nós que são capazes de realizar coisas que muitos duvidam. E essa confiança em nossos alunos deve partir de nós educadores, pois somos mediadores e também aprendemos bastante com nossos alunos. Levamos e construimos com eles o SABER.

sábado, 6 de março de 2010

TP2/AAA2/Aula 7/Criando o Poema (Unidade7)

Realizei essa aula com minhas duas turmas do Ensino Fundamental (6ª e 7ª Séries). Expliquei para eles o que é um poema, sobre a sua estrutura: rimas e estrofes. Para estimular ainda mais a produção, mostrei alguns poemas do AAA: Mar Azul (Ferreira Gullar) e Velocidade(Ronald Azeredo). Analisamos esses dois poemas, seguindo as questões do AAA2 e em seguida distribui uma folha de pape lpara que cada um fizesse o seu poema. Eles deveriam brincar com as palavras, fazendo com que elas lembrem objetos e idéias.
Produções do Alunos:
P P P P P
P P P P O
P P P O N
P P O N T
P O N T O
(Lucas Fernando/6ª Série C)
rio verde
rio verde, arco verde
rio verde, arco verde, barco verde
rio verde, arco verde, barco verde, marco verde
rio verde, arco verde, barco verde, marco verde, peixe verde.
(Talita Caroline/ 7ª Série C)

rio, terra
rio, terra, árvore
rio, terra, árvore, terra
rio, terra, árvore, terra, ar
rio, terra, árvore, terra, ar, terra
rio, terra, árvore, terra, ar, terra, ser humano
rio, terra, árvore, terra, ar, terrra, ser humano, terra
(Jonatas Pierre/ 6ªSérie C)

P P P P P
P P P P E
P P P E D
P P E D R
P E D R O
(Pedro/ 7ª Série C)

TP1/Relatório do Avançando na Prática/Unidade 4

Em aulas anteriores, mostrei para os meus alunos o que é a Intertextualidade, e apresentei exemplos de intertextos em imagens e textos. Hoje , 05 de Outubro de 2009 comentei nas turmas de 6ª e 7ª Séries, sobre a questão da influência dos nossos antepassados em nosso modo de ser, de agir e até de se vestir. Após essa discussão com o grupo, que participou bastante, solicitei uma pesquisa bastante interessante. Pedi que cada um observasse a fala de alguém mais velho de sua família, ou até de pessoas da comunidade onde vivem e trouxessem por escrito esses Ditados que deixam um ensinamento para nós. Alguns alunos trouxeram e outros não, mas socializamos assim mesmo:
  1. "A voz do povo é a voz de Deus."
  2. "Quem com o ferro fere, com ele será ferido."
  3. "Pimenta nos olhos é refresco."
  4. "Quem dá aos pobres, empresta a Deus."
  5. "Quem dá o que tem, a pedir vem."
  6. "O sol, nasce para todos."
  7. "O pouco com Deus é muito e o muito sem Deus é nada."
  8. "Mais vale um pásaro na mão do que dois voando."
  9. "Mais vale um amigo na praça do que dinheiro na caixa."
  10. "Quem tem boca vai a Roma."
  11. "De grão em grão a galinha enche o papo." Discutimos cada registro de fala e analisamos de forma coletiva o ensinamento trazido em cada ditado. Os próprios alunos falavam com segurança e já comentavam sobre o seu ensinamento. Também questionei com eles qual deles eram atuais e quais eram ultrapassados. Enfim, finalizamos a aula, percebendo que independente se esses ditos forem recentes ou não, todos são importantes para fazermos reflexão sobre nossas ações nos dias atuais.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

TP2/AAA2/Aula 2/Atividade 1 a 5: Jogos de Palavras(Unidade 5)

Essa foi uma aula bastante divertida onde os alunos tiveram a oportunidade de brincar com as palavras. Eu distribui a atividade por grupos e cada grupo ficou com uma atividade para resolver. A equipe 1 deveria pensar em palavras quepodemos ler da diretita para a esquerda e da esquerda para a direita e tendo o mesmo sentido, como eles citaram: OMO, ARARA, AMA, ANA, OVO, ASA,etc. A equipe 2 iria escrever o maior número de palavras retiradas da palavra Aurélio e disseram várias, como: rua, elo, rio, real, aro, ela, etc. Já a equipe 3, teria que trocar uma letra de cada vez da palavra até chegar a palavra final como em: força...... terra, que fizeram assim: força-torça-torra-torna-torno-terno-terna-terra. A equipe 4 ficou responsável de perguntar para os colegas adivinhações do tipo: O que é um pontinho marrom rezando no canto da igreja?Um AMENdoin; O que é, o que é? Quanto mais se perde mais se tem? O sono,etc. E por fim, a equipe 5 teria de juntar duas palavras e formar uma única e depois com essa palavra eles teriam de criar uma frasecom duplo sentido para essas palavras.E.: A prima Vera chegou(parente)/ A primavera chegou.(estação do ano).Confesso que essa quinta equipe teve um pouco de dificuldade, mas dapois que dei umas dicas eles conseguiram fazer a atividade.
Passaram-se quase uma aula com os grupos pensando nas respostas das atividades e em seguida, houve um momento para a socialização para toda turma. O grupo sempre interagia com a turma e um questionava o outro, foi bem legal esse momento e a aula passou rapidamente. Por fim, fiz uma brincadeira de trava-língua com eles e adoraram inclusive disseram outros para os colegas pronunciar sem se engasgar.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

TP1/Relatório do Avançando na Prática/Unidade 2

Trabalhei o avançando na prática com os meus alunos, e fizemos a leitura de dois textos. O primeiro, Por que seus pais estão se divorciando e o segundo, o texto do Menino Maluquinho, de Ziraldo. Essa leitura foi realizada por todos da turma e depois discutimos esse assunto tão comum na vida da maioria dos meus alunos.Eles comentaram as suas frustrações sobre a separação de seus pais e todos sofreram e ainda sofrem com isso. É uma realidade muito complicada, mas eu procurei otimizá- los ao longo da conversa explicando que a separação é consequência de uma série de fatores e que eles não são os culpados da mesma. Depois comentamos o primeiro texto, onde fala da questão do divórcio e tenta otimizar os alunos cujos pais estão separados, afirmando que apesar de tudo eles não estão sozinhos.Também comentei com eles que o texto é escrito seguindo a norma culta e que isso é comum em gêneros publicados nos jornais ou revistas, porque apresentam idéias seguidas de argumentos. Partimos para o segundo texto, que se trata da mesma temática do primeiro, então todos falaram sobre o que entenderam no texto e responderam as questões oralmente, na forma de um debate.Essa atividade foi bastante interessante para trabalhar com meus alunos porque eles vivem essa realidade e ficou bem mais fácil para discutirmos. E depois dessa atividade todos aprenderam uma lição: que ninguém está sozinho, todos vivem com seus avós, tias, mas ninguém vive só. Também produziram alguns textos falando da temática do divórcio e da separação que irei postar assim que você corrigir.
Textos produzidos pelos meus alunos:
Casamento é coisa séria
O divórcio é uma maneira que os casados encontraram para não viver mais juntos. E o número de divorciados ou casais tentando conseguir um divórcio é muito grande. Isso acontece porque os casais acreditam que tudo depois do casamento vai ser um "mar de rosas "para o resto de suas vidas. Mas, isso não acontece, porque com o passar dos tempos, começam as brigas e os desentendimentos entre os casais.
Quando uma pessoa começa a não gostar do companheiro ou companheira quando casados, começam a ficar infelizes com o casamento e querem se divorciar. Isso afetará o relacionamento entre pais e filhos e os mais prejudicados com isso, são os filhos. É por causa desses desentendimentos que acontecem uma enorme separação de casais no mundo. Então, deixo um aviso para todos que pretendem casar: "Olhem bem para o seu próximo, pois quando amamos esquecemos os defeitos e só enxergamos as qualidades. Só com a convivência é que percebemos tudo isso e não podemos mais voltar atrás, o jeito é cada um ir pro seu lado mesmo".
Aluno: Luan Benício, 7 ªC
Separação não é a solução
A separação é uma decisão incorreta, que atinge principalmente os filhos. Isso causa um grande problema em toda família e os filhos que perdem a companhia dos pais e sofrem com a separação, pois cada um vai procurar o seu lugar e isso faz com que muitas crianças revoltem-se. Muitas desses filhos de pais separados, ficam com seus avós, tios ou qualquer outro parente de sua família. Algumas vezes , os casais brigam e separam por coisas banais, mas que acabam tornando-se uma grande confusão entre eles. Pesquisas confirmam que há milhões de pessoas separadas em nosso país e cerca de um em cada três casamentos terminam em divórcio.
Quando pessoas casadas descobrem que cometeram um erro a respeito uma da outra, que não se amam mais ou que o companheiro não era a pessoa que ela imaginava ser, tornam-se infelizes e preferem procurar novos rumos pra sua vida.
Aluno: Pedro da Silva, 7ª C
Separação gera abandono
Existem milhões de pessoas separadas nesse país e milhões de crianças abandonadas pelas cidades, sem seus pais. A maioria dessas famílias casam-se porque pensam que podem sustentar sua família e quando não conseguem, acabam com o casamento e abandonam seus filhos, como se fossem lixo. Os pais separam-se, mesmo sabendo que irão ferir as crianças, como fala nos dois textos que lemos: Por que seus pais estão se divorciando? e o texto de Ziraldo, O menino maluquinho. O nosso país não deve continuar assim, os pais devem ser responsáveis pelos seus atos e saber que abandono de menor é crime.
Aluno: Josuel da Silva,7ªC
Diga não a Separação
O divórcio é a separação de casais perante a lei. Quando essa separação acontece, geralmente as pessoas já tem filhos. E quando se separam, os seus filhos ficam sem amor. Geralmente quando crescem viram pessoas amargas e inseguras. Por isso, se as pessoas querem que seu seus filhos transformem-se em pessoas felizes e dispostas a encarar os obstáculos da vida, não se Separem!
Edson Furtado, 7ªC
Uma escolha muito difícil
É complicado entender e se acostumar entre escolher a mãe ou o pai, sempre há um mais legal, mais compreensivo, que tem mais a ver com a gente. É difícil entendermos a separação por traição ou por ciúme, ou até por pensar que foi traído ou traída. Por que eles se casaram se, sabiam que um dia iam se separar? Os mais sofredores nessa situação, somos nós que além de não compreendermos toda essa loucura, ficamos sem escolhas e até doentes, por não poder e nem saber resolver esse problema.
Aluna: Jéssica, 7ªC
O divórcio
Devemos entender que as pessoas se divorciam porque o relacionamento não está dando certo. Às vezes, acontece o divórcio porque um deles está traindo o outro. E nesse vai e vem, quem sofre são os filhos, quando o casal tem filhos. As crianças, geralmente ficam com a mãe e o pai paga a pensão, mas também pode ocorrer tudo ao contrário.
Pois é, na maioria da vezes quem paga pensão é quem tem condição, se nenhum dos dois tiver condições quem paga é a família ou quem cuida dos filhos do casal. Enfim, conheça a pessoa antes, para depois seus filhos não sofrer.
Viviane, 7ª C
A separação dos meus pais

Meus pais são divorciados, mas eles pensavam que viveriam felizes todo tempo. Mas, por causa das brigas, eles resolveram se separar no papel. Eles pensavam que eram as pessoas certas, mas se enganaram, porque as pessoas simplesmente mudam. Após casarem-se, eles descobriram que não se amavam de verdade e com isso, preocupados em não fazer seus filhos sofrerem, preferem separar-se do que fazê-los presenciarem constantes discussões. Quando os pais separam-se, os filhos ficam confusos e não sabem o que está acontecendo. Somente aos poucos é que vão acostumando-se com as mudanças e percebendo que seus pais mesmo separados, vão estar do seu lado para o que der e vier.
Aluno: Alex Andrew, 7ªC




TP4/Relatório do Avançando na Prática/Unidade16

Em 24 de Setembro realizei o segundo Avançando na Prática da Unidade 16 (Páginas 172 e 173) com a 6ª e 7ª Séries(7º e 8° Anos). Nessa aula, organizei a sala em um grande círculo e lancei uma proposta de produção textual, onde os próprios alunos deveriam redigir sobre algo que façam em seu dia-a-dia e queiram contar para a turma. Em seguida, no próprio quadro eu escrevi um pouco sobre o meu dia (até antes de ir para o trabalho) com isso, alguns alunos já começaram a falar de momentos do seu dia e houve uma socialização por parte dos alunos.
Após essa roda de conversas, dividi a turma em grupos de três pessoas e solicitei que prosseguissem a conversa com seus colegas e anotassem os seus possíveis temas para produção. Nesse mesmo momento, eu passava pelos grupos fazendo questionamentos e deixando eles expressarem-se da maneira deles. Na aula seguinte, eu organizei a turma novamente em círculo e todos começaram a falar no que pensaram em escrever. Logo após isso, iniciaram produzindo os seus rascunhos e sempre que aparecia uma dúvida eles vinham me perguntar, seguiu-se assim até o fim da aula e me entregaram os rascunhos.
Durante uma leitura atenciosa dos textos, fui corrigindo-os e avaliando se havia coerência ou não. Alguns apresentaram a falta de coerência e fiz os ajustes necessários. Em uma terceira aula, devolvi os textos para os alunos e dei orientações para melhorarem a escrita, como: a coerência textual e a importância de uma releitura durante a escrita para organizarem melhor as idéias.
Após isso, peguei o texto de um aluno, sem identificá-lo e fiz algumas correções para o grande grupo, esclarescendo o que é a coerência em um texto, que para alguns ainda era algo confuso de entender, depois dali todos começaram a reescrever seus textos com mais cuidado. Ao final da aula, recebi todas as produções, fiz comentários para eles sobre a melhoria dos textos (depois que organizamos o rascunho do início) e enfatizei a importância de organizar as idéias antes de escrever seu texto.

TP4/Relatório do Avançando na Prática/Unidade14/Atividade 5 a 7

Em 21 de Setembro trabalhei o Avançando na Prática da Unidade 14(página 80) com minhas turmas. Para iniciar essa atividade eu distribui para os alunos o texto: Nossas Cidades e todos fizeram uma leitura prévia do texto. Em seguida, fiz uma leitura comentada onde iniciei uma discussão sobre quais os problemas ambientais que os incomodavam mais em suas cidades.
E assim, todos tiveram a oportunidade de apontar algo de ruim no meio em que vivem e procurei registrar no quadro esses pontos. A maioria deles, estavam relacionados a poluição do ambiente, como a poluição do nosso Rio Capibaribe, a poluição do ar, a poluição sonora entre outros.
Em seguida, sugeri que todos produzissem seu texto individualmente, falando da temática que haviam apontado anteriormente, enquanto discutiamos. Eu decidi não estipular qual o tipo de texto, e alguns produziram dissertações outros produziram artigos para jornal e cartazes. Os trabalhos ficaram muito caprichados mas, em alguns precisei fazer correções e devolvê-los para que fizessem uma reescritura e depois me devolver. Para encerrar a aula fiz a leitura em voz alta de alguns textos produzidos pelos alunos e produzimos um cartaz para expor todas as produções.
Momento que faziam suas produções em grupos:



Momento das apresentações por equipes:




O cartaz que montamos após as apresentações:

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

TP1/AAA1/Aula 6/ Atividade 1 a 13: Um poema de cordel piauiense (Unidade 3)

Realizei esta atividade em 26 de Outubro com as minhas duas turmas do fundamental II. Iniciei a aula apresentando para eles o texto, que é um poema de cordel narrando uma história lendária do Cabeça de Cuia, fizemos uma primeira leitura para compreender a história. Em seguida, dividi as estrofes por pessoas e cada um leu interpretando da sua maneira. Ao longo as aventuras da história, cada um queria se destacar e foi bem legal e descontraída essa primeira parte.
Em uma segunda aula, comecei fazendo as atividades de interpretação sobre a longa história e sempre algum gritava respondendo e participando da aula. Essa segunda parte foi bastante interessante e percebi que todos se interessaram em responder minhas indagações. Em um outro dia(29 de Outubro), eu realizei com eles uma atividade de produção textual. Essa atividade foi bem mais detalhada, porque eles tiveram que pensar o que iam escrever e organizar as idéias para colocá-las no papel. Sempre preocupados com a realização das atividades, os alunos a cada dia vem melhorando sua escrita. E depois de alguns ajustes sairam textos bem legais.
Esse foi o momento em todos fizeram a leitura por estrofes do poema... Alunos da 6ª e 7ª séries.

Textos produzidos:
Cordel de Cordeiro

Vou contar-lhe uma história,
Com rima e animação,
Se não gostar me desculpe,
E aceite o meu perdão.

É do cordeiro Clebinho,
Que chegou numa fazenda,
Ia ter um casamento,
A noiva só tinha renda.

Ele pulou no vestido,
O povo todo a sorrir
A noiva saiu chorando:
Irei embora daqui.

Coitadinha da noivinha,
Nem o casamento teve,
A mãe dela só falava isso:
Chegue minha filha, chegue

O novo dia surgiu,
A noiva a comentar:
Só porque não me casei,
Nunca mais vou me casar.
Alunos da 6ª Série C(Viviane, Idylla, Lucas e Priscila)
As leis da cidade

João não quer respeitar,
As leis da sua cidade
Se ele não tiver cuidado,
Vai parar atrás da grade.

As leis da cidade,
Todos devem respeitar,
Para nunca o amor
E a harmonia se acabar.

Dirigir alcoolizado,
É uma quebra de fração,
Para poupar sua vida:
Preste muita atenção.

Para terminar o poema,
Vou com toda razão falar:
Que as leis da cidade,
Todos devem respeitar.
Alunos da 7ª Série C: Roberto, Edson, Josuel e Pedro

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

TP1/AAA1/Aula 3/ Atividade 3: A Gíria (Unidade 1)

Realizei essa aula em 19 de Outubro e desnvolvi a aula revisando com eles as variações da língua que vimos lá no primeiro bimestre, dei mais ênfase as gírias e aos dialetos. Também apresentei para o grupo o livro: A bolsa Amarela, de Lygia Bojunga Nunes e comentei sobre a história do livro para eles, inclusive alguns já haviam lido e também complementaram falando da história para os seus colegas. Esse foi um momento importante porque aqueles que já haviam lido a obra porque contaram para os colegas e alguns ficaram com o interesse de lê-la. A atividade utilizou dois trechos do livro, onde a personagem Raquel utilizou algumas gírias e oral mente iniciei perguntando pra eles quais termos eram gírias nas falas de Raquel. Grande maioria da turma acertaram e em seguida distribui as cópias com essa atividade para fazerem em grupos. Antes de tudo, expliquei o que eles deveriam fazer em cada atividade da aula e então, cada equipe ficou responsável para fazer as três atividades da aula. Auxiliei todos os alunos que apresentavam dúvidas sobre a atividade e só sentiram mais dificuldade na atividade 3, porque não sabiam o significado das gírias de caminhoneiros. Enfim, nas duas turmas tive alguns alunos com dificuldade para realizar a atividade mas com a ajuda do professor e dos colegas de grupo conseguiram terminar e ao mesmo tempo aprender quando tiravam dúvidas sobre dialetos e gírias.
Veja os alunos da 7ª Série C fazendo as atividades ...

Veja os alunos da 6ª Série C realizando as atividades (...)

O aluno Lucas, fazendo a leitura de alguns trechos com gírias no livro A bolsa amarela.

domingo, 18 de outubro de 2009

TP4/Atividade 5/ Texto: NOSSAS CIDADES(Unidade 14)

Realizei esta atividade em 24 de Setembro com o 7º e 8º Anos do Fundamental II. Primeiramente, distribui o texto: Nossas Cidades para todos lerem individualmente, depois comentamos sobre a temática do texto que voltava-se justamente para a poluição do meio ambiente. Tivemos uma ótima discussão sobre a Poluição e os maus que ela pode nos causar, inclusive alguns alunos que tem problemas respiratórios causados pelo ar deram seus depoimentos. Foi uma discussão legal, mas partimos para as informações do texto, que informava os vários tipos de poluição que existem, a sonora, do ar e da água.
Discutimos sobre a poluição em nossa cidade, alguns alunos comentaram sobre o nosso Rio Capibaribe, que há muito tempo vive sofrendo com muito lixo e ressaltaram que o homem é o único culpado por isso. Também discutimos a questão da falta de água potável e fiz uma leitura para eles de um panfleto sobre como devemos economizar a água que temos. Todos os alunos participaram e fizeram diversos comentários, inclusive o de que devemos preservar nossos reservatórios naturais para que no futuro nossos filhos e netos não sofram sem água. Também li uma reportagem falando sobre o constante uso dos fones de ouvido, mp3, mp4 em alto volume por jovens e isso trará sérios problemas para eles no futuro. Alertei alguns alunos das turma sobre isso, em seguida partimos para a atividade do TP.
Todos possuiam sua cópias da atividade e responderam tranquilamente. Em seguida partimos para a parte mais árdua, segundo eles. Apesar de afirmarem isso, se esforçam bastante para escrever e depois de reescrever o texto, organizando-o ficam textos belíssimos. A atividade solicitava a produção de um texto que revelar-se os aspectos mais significativos de suas cidades.
Produziram depoimentos legais, só precisei fazer alguns ajustes individualmente com cada aluno, alguns depois de uma reescritura estava pronto, outros precisaram de uma maior correção, pois apresentavam erros de coerência, concordância e grafia. Mas, apesar das dificuldades todos fizeram seus textos.
Veja aqui alguns textos e depoimentos:

O rio da nossa cidade está completamente poluído pelo ser humano. E a água que bebemos também está acabando, porque os rios, principal fonte de água potável, são usados como canais de esgoto e despejo. O Rio Capibaribe está completamente coberto de lixo, esgostos, animais mortos e isso prejudica o meio ambiente. O ar cada vez mais está ficando poluído pelas queimadas, indústrias, e tudo isso está sendo causado pelo homem que não percebe a poluição que está causando em nossa cidade. Rayara Fernanda/7ªC


A poluição do ar é constante onde eu moro, os vizinhos queimam lenha, queimam lixo e também poluem o ar com a fumaça dos carros velhos . A poluição do ar é feita por fumaça de automóvel, queima de lixos e fumaça de fogãos de lenha. O ar está sendo poluído por todos nós e devemos preservá-lo para não aparecer nenhuma doença que prejudique todos nós. José Augusto/6ªC

Eu moro em Bizarra e lá o rio é poluído, o ar é poluído e as terras são poluídas. Agora é o tempo das queimadas de cana-de-açúcar e elas poluem o ar e a terra. O rio é poluído, porque as pessoas jogam lixo, as fossas de algumas casas escorrem dentro do rio. O ar também é poluído pelos motores dos carros, das máquinas, das indústrias de canas. Se eu pudesse deter essa poluição, primeiro eu proibiria as queimadas, traria as encanações de dentro do rio, impedia o desmatamento das matas e florestas e colocaria caminhões de lixo nas ruas, todos os dias. Leandro/6ªC

A poluição sonora tem muitas causas: barulhos de carros de som, o trânsito nas grandes cidades, o som alto em casas e bares. Sabemos que foi criada uma lei em 2008, e essa lei proibe o som alto a partir das 22hs. Nem sempre essa lei é seguida, por isso a poluição sonora é muito comum nos dias de hoje. Está na hora de mudar os nossos hábitos, para que isso não cause danos irreparáveis no futuro.
Aline Fernanda/6ªC
A poluição é prejudicial

Sabemos que a poluição do ar é muito prejudicial à nossa vida, principalmente a nossa respiração. Sem o ar, não viveríamos, pois ele é fundamental para nossa vida. Então, devemos evitar as queimadas e a fumaça das indústrias.
Quanto mais poluirmos o ar, mais ficamos sem ar puro para respirar. A poluição do ar prejudica nossos pulmões e a partir daí surgem doenças graves. Sabendo que se fizermos queimadas iremos prejudicar a camada de ozônio, então devemos ter o máximo de precaução com relação a esse problema. Ter uma vida saudável é importante, por isso devemos zelar por ela e passar essa mensagem para todas as pessoas. Idylla/6ªC

Poluição Ambiental
A poluição ambiental é um conjunto composto por: poluição do ar, da água, sonora e etc. Isso quer dizer, que é todo tipo de poluição do ambiente. Nós sabemos que, na medida que estivermos prejudicando o meio ambiente, estamos nos prejudicando.
Quando jogamos um saco plásticona água, estamos fazendo uma coisa que só as pessoas sem educação fazem. E além disso, estamos poluindo o ambiente com materiais que poderiam ser reciclados de várias formas. A poluição sonora é feita através de barulhos de indústrias, carros, sons altos até altas horas da noite, etc.
Apenas devemos cuidar do ambiente onde vivemos, pois um dia, nós vamos sentir a falta do ar limpo que respiramos. E tem um porém, já não é mais tão limpo assim. Cuidado, a saúde é importante!
Viviane/6ªC


domingo, 4 de outubro de 2009

TP5/AAA5/Aula 8 - O Enlace de Idéias (Unidade 19)

Realizei esta atividade em 01 de Outubro nas turmas de Ensino Fundamental que leciono. Distribui para todos em papel digitado a Parte A da atividade e pedi que dessem respostas simples e objetivas. Eram questionamentos pessoais e rapidamente eles acabaram. Em seguida, distribui a Parte B da atividade e pedi que eles relacionassem cada item dessa parte com a resposta que deram na primeira parte. Como o objetivo da atividade seria a construção de uma história engraçada e maluca, solicitei que todos produzissem com a ajuda desses dados os seus textos. Auxiliei alguns alunos que tinham mais dificuldade ao usar os conectivos adequados e palavras novas para deixar o texto coerente. Outros alunos, aproveitaram sua criatividade e fizeram textos bem divertidos. Foi uma aula legal e divertida, após as produções todos decidiram ler seus textos e se divertiram bastante com as histórias.


Laise, leia um dos textos:
Vida de pobre é assim...
Eu conheci um cara, chamado Zé do lixo. E veja só onde eu o conheci, na casa de farinha e ele logo perguntou o número do meu sapato e respondi que era 36. Vocês sabem qual era a cor do olho dele? Lilás, que coisa não? Ele ainda me xingou e disse que eu tinha muita gordura, mas, mesmo assim o nosso namoro durou até meia-noite desse mesmo dia. E adivinha só o dinheiro que nós tínhamos para nos casar: apenas um real. Mas, ainda assim deu para comprar um cd metade pago e a outra metado fiado, cd de forró viu!!!O local da nossa lua de mel foi em uma esteirinha velha no chão, e a nossa comida durante esse tempo foi uma bacia de farofa. também é só o que pobre come: água com farinha. Não tem nada não!Vida de pobre é assim mesmo.
Viviane/6ª C




sábado, 3 de outubro de 2009

TP5/AAA5/Aula 2- A Poesia na Música (Unidade17)

Essa aula foi realizada em 30 de Setembro, com minha 6ª e 7ª Séries(7º e 8º anos) do Ensino Fundamental II. Iniciei discutindo com os alunos o conceito de Estilo e as variedades de estilos que existem. Citei vários exemplos que os ajudaram numa maior compreensão sobre o assunto. Após isso, distribui 2 textos para fazerem uma leitura prévia, um foi a poesia/música Tempos Modernos(Lulu Santos) e o outro a poesia Tempo de Amor(Vinícius de Moraes).
Depois que leram, coloquei a música Tempos Modernos para escutarem e pedi que um aluno recitasse a poesia de Vinícius de Moraes. Em seguida, solicitei que destacassem a palavra TEMPO em ambos os textos e atribuíssem a ela o seu sentido em cada uma daquelas situações. Após isso, analisei de uma forma geral o que cada um havia feito e todos chegaram a conclusão de que cada autor teve sua forma, ou melhor, seu estilo de falar sobre o mesmo tema.
Discutimos também o que tinha de semelhante e de diferente entre os textos, analisamos sua estrutura, o vocabulário usado, a clareza, rimas e cada detalhe do texto.
Ao concluir toda essa discussão e comentários dos textos, solicitei que cada um produzisse um parágrafo sobre a leitura dos poemas e o estilo de cada autor, porém alguns alunos escreveram bem mais que isso. Enfim, fizeram textos belíssimos e leram para toda a turma.
Laise, esse foi o momento de leitura dos textos deles.

Veja alguns textos deles...
São os tempos
Tempos de alegria, carinho e tudo em um conjunto. Falando nisso, lembramos dos
tempos de criança, onde éramos felizes, recebendo todo o afeto de nossos pais e parentes.
Era tão bom quando nós ficávamos no colo confortável das nossas mães, na caminha quentinha junto com ela. Mas, fazer o que não é? tudo foi bom enquanto durou, é o tempo, ele que nos faz crescer e chegarmos até onde nós estamos hoje: trabalhando, suando e nos cansando. Naquele tempo era assim, no tempo de criança, quem fazia a comida era a mamãe, quem botava a mesa era ela. O papai só trabalhava para dar o nosso alimento. Agora é nossa vez. Aquele que era tempo bom!
Alunas: Viviane e Priscila, 6ª Série C
O Tempo
Na vida tem tempo pra tudo
Tempo de rir e de brincar

Tempo de amar e de estudar
A vida é feita através de tempo

Cada coisa é feita no seu tempo
E não falo o tempo do relógio

Mas pra tudo tem um tempo
E nada é pra ser feito fora do tempo.
Aluna: Aline, 6ª Série C



sexta-feira, 18 de setembro de 2009

TP4/AAA4/AULA 7- Brincando de quebra-cabeça(Unidade 15)

Realizei a Atividade 1, em 17 de Setembro de 2009 com minhas turmas (6ª e 7ª Séries). De início, retomei a questão da Coesão Textual, conteúdo que já trabalhei durante o final do segundo bimestre com eles. E nessa atividade, explorei a capacidade de compreender a leitura após a investigação prévia do texto, fazendo uma ligação com os elementos de coesão presentes nos textos. Embaralhei os textos em envelopes e distribui pistas para cada grupo, essas pistas ajudaram cada grupo na organização dos textos, onde estão citadas várias classes gramaticais e elementos coesivos.
Aquele grupo que terminasse primeiro, começaria a leitura logo que todos concluissem. No quadro, deixei expostos quatro títulos diferentes para que eles relacionassem o mais adequado aos seus textos. No momento da apresentação dos grupos, solicitei que uma pessoa do grupo fizesse a leitura do texto para verificarmos se acertaram a ordem lógica. Grande parte das equipes cnseguiram montar seus textos corretamente e relacioná-lo ao seu título. Conclui a aula perguntando para eles :1-Qual foi a principal dificuldade nessa atividade?, 2-Se eles tinham gostado e o por quê? 3- e se não gostaram por quê?
Abaixo estão seus depoimentos:
1- Eu tive dificuldade para montar, porque não prestei atenção direito as pistas e assim que a professora me explicou como era, fomos conseguindo.
2- Sim, porque a aula fica mais divertida, passa rápido e ficamos preoupados em acertar o texto.
3- Eu não gostei muito porque o meu texto fez o nosso grupo pensar muito... mas mesmo assim acertamos.
Roberto, aluno da 7ª Série "C"
1- Eu não tive muita dificuldade não, porque a professora já tinha trabalhado isso conosco.
2- Sim, porque aprendemos muita coisa e a aula de hoje "foi sem igual".
3-Eu não gostei porque deveríamos ter mais aulas assim, e só temos de vez em quando.
Viviane, aluna da 6ª Série "C"




Meus alunos fazendo as atividades (...)


Apresentação de alguns alunos (...)